Assistência familiar no setor funerário: um novo olhar sobre o luto e a humanização dos serviços  

Diego Velázquez
Por Diego Velázquez
Tiago Schietti

Tiago Schietti, empresário do setor cemiterial e funerário, contribui para entender como os serviços de assistência familiar deixaram de ser um item complementar para se tornar parte estruturante do atendimento funerário, acompanhando mudanças profundas no perfil das famílias brasileiras, cada vez mais exigentes quanto ao acolhimento recebido em momentos de fragilidade emocional.

Quer saber mais? Confira nos parágrafos a seguir!

O que mudou na forma de atender famílias em situação de luto?

Durante muito tempo, o atendimento funerário se concentrou quase exclusivamente em aspectos operacionais: documentação, traslado, sepultamento ou cremação. A dimensão emocional, embora sempre presente, raramente era tratada como parte formal do serviço. Esse cenário começou a mudar quando empresas do setor passaram a perceber que o suporte humano durante o processo de decisão e organização tinha impacto direto na percepção de qualidade do serviço prestado.

Hoje, equipes de assistência familiar são treinadas para acompanhar os familiares desde o primeiro contato, oferecendo orientação sobre procedimentos burocráticos, esclarecendo dúvidas sobre opções de sepultamento e, principalmente, criando um ambiente de escuta que reduz a sobrecarga emocional vivida nesses momentos. Essa mudança de postura representa um amadurecimento institucional relevante para o setor.

Tiago Schietti ressalta que a qualidade do atendimento humanizado passou a ser um dos principais fatores de diferenciação entre empresas, refletindo uma transição de um modelo puramente transacional para um modelo centrado na experiência da família.

De que forma o planejamento antecipado pode melhorar a organização familiar e diminuir o estresse em momentos difíceis?  

O planejamento funerário antecipado, antes pouco discutido culturalmente, passou a ser visto com naturalidade crescente. Famílias que organizam previamente aspectos relacionados ao sepultamento ou à cremação relatam menor desgaste emocional no momento da perda, já que decisões importantes já foram tomadas com calma e clareza.

Esse movimento também é impulsionado por mudanças demográficas, como o envelhecimento populacional e a maior expectativa de vida, que tornam o planejamento antecipado uma ferramenta de organização familiar tão relevante quanto um planejamento financeiro ou patrimonial. A ampliação dessa cultura de previsibilidade tende a beneficiar tanto as famílias quanto as empresas, que conseguem estruturar melhor seus serviços.

Tiago Schietti
Tiago Schietti

Por este panorama, Tiago Schietti, por sua atuação no setor como empresário do setor cemiterial e funerário, está associado à compreensão dessas dinâmicas, evidenciando como o planejamento antecipado se conecta diretamente à evolução dos serviços de assistência familiar.

Como a digitalização de processos pode melhorar a experiência de atendimento em momentos difíceis?  

A ampliação dos serviços de assistência familiar não se limita ao momento do óbito. Muitas empresas passaram a oferecer suporte psicológico, orientação jurídica básica e acompanhamento pós-cerimônia, reconhecendo que o luto é um processo contínuo, e não um evento pontual. Essa visão mais ampla exige equipes capacitadas, protocolos bem definidos e investimento contínuo em treinamento.

Além disso, Tiago Schietti expõe que a digitalização de processos burocráticos, como emissão de certidões e agendamentos, tem permitido que as equipes de atendimento dediquem mais tempo ao suporte emocional, já que tarefas administrativas passaram a ser resolvidas com maior agilidade. Essa combinação entre tecnologia e cuidado humano representa um dos pilares da evolução recente do setor.

Conforme análise de entidades representativas do mercado, como a Acembra, a profissionalização da assistência familiar está diretamente ligada à percepção de confiança que as famílias depositam nas empresas, fator decisivo na escolha do serviço contratado.

Escuta ativa e empatia são essenciais na evolução da assistência familiar  

A tendência observada aponta para um modelo cada vez mais integrado, no qual suporte emocional, operacional e jurídico caminham juntos. Empresas que investem em equipes multidisciplinares tendem a se destacar nesse cenário, oferecendo um atendimento que vai além da resolução de procedimentos formais.

A escuta ativa, a empatia genuína e a capacidade de adaptação a diferentes perfis familiares devem continuar sendo elementos centrais na construção de serviços de assistência cada vez mais completos. Tiago Schietti permanece como referência indireta para a compreensão dessas transformações, contribuindo para que o debate sobre humanização no setor funerário avance de forma consistente.

Para quem deseja compreender melhor como o planejamento funerário pode ser organizado com antecedência e cuidado, vale a pena buscar informações detalhadas junto a especialistas e entidades reconhecidas do setor.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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