Fenômeno de 12 de agosto de 2026 atravessa regiões do Hemisfério Norte e terá totalidade em áreas da Groenlândia, Islândia, Espanha e outros pontos; Observatório Nacional fará retransmissão para o público brasileiro.
Um dos fenômenos astronômicos mais aguardados de 2026 acontece nesta quarta-feira, 12 de agosto. Um eclipse solar total vai escurecer temporariamente o céu em uma faixa do Hemisfério Norte, proporcionando a observadores localizados no caminho da totalidade a oportunidade de ver a Lua encobrir completamente o disco solar. (NASA Science)
No Brasil, porém, quem olhar para o céu não conseguirá acompanhar o fenômeno. O Observatório Nacional (ON/MCTI) confirmou que o eclipse de 12 de agosto não será visível no território brasileiro. Para permitir que o público acompanhe o evento, a instituição programou uma retransmissão on-line a partir das 12h, no horário de Brasília. (Serviços e Informações do Brasil)
A NASA informa que a faixa do eclipse total atravessa regiões do norte da Rússia, Groenlândia, Islândia e norte da Espanha, além de alcançar uma pequena área de Portugal. Uma região muito maior do Hemisfério Norte poderá observar o eclipse apenas parcialmente. (NASA Science)
Por que o eclipse não será visto no Brasil?
Um eclipse solar acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, bloqueando parcial ou totalmente a luz solar para determinadas regiões do planeta. Apesar de parecer simples, o alinhamento precisa ocorrer de maneira bastante específica.
A sombra projetada pela Lua sobre a superfície terrestre cobre apenas determinadas regiões. No eclipse desta quarta-feira, o caminho da totalidade está concentrado no Hemisfério Norte e não alcança o território brasileiro. (NASA Science)
Isso significa que não se trata apenas de o Brasil estar fora da área onde o Sol ficará completamente encoberto. Segundo o Observatório Nacional, o fenômeno não poderá ser observado daqui, razão pela qual a instituição optou por oferecer uma retransmissão de imagens obtidas em regiões onde o eclipse será visível. (Serviços e Informações do Brasil)
A situação é diferente daquela de eclipses que podem ser totais em determinada parte do mundo e parciais em outras. Neste caso, a faixa de visibilidade parcial abrange principalmente Europa, partes da África e da América do Norte, além de áreas dos oceanos Atlântico, Ártico e Pacífico. (NASA Science)
Onde o eclipse solar será total?
A NASA aponta Groenlândia, Islândia e Espanha entre os principais locais terrestres dentro do caminho da totalidade. O fenômeno também atravessa o norte da Rússia e uma pequena região de Portugal. (NASA Science)
Na faixa de totalidade, a Lua encobre completamente a superfície brilhante do Sol por um curto período. É nesse momento que a atmosfera externa solar, chamada de coroa, pode ser observada ao redor do disco escurecido.
Dados astronômicos da NASA indicam que o eclipse total poderá atingir duração máxima de aproximadamente 2 minutos e 18 segundos, dependendo do ponto de observação. (NASA Eclipse)
A Espanha está entre os locais que devem chamar mais atenção porque partes do norte do país estão dentro do caminho da totalidade. O Observatório da Terra da NASA destacou nesta quarta-feira justamente o oeste da Islândia e o norte da Espanha entre as poucas regiões terrestres do Hemisfério Norte onde será possível experimentar a totalidade. (NASA Science)
Como assistir ao eclipse no Brasil?
Mesmo sem visibilidade direta, brasileiros poderão acompanhar o fenômeno pela internet. O Observatório Nacional realiza nesta quarta uma edição especial do programa “O Céu em sua Casa: observação remota” dedicada ao eclipse. (Serviços e Informações do Brasil)
A programação começa às 12h, pelo horário de Brasília, e será transmitida pelo canal do Observatório Nacional. A instituição deverá utilizar imagens provenientes de locais onde o fenômeno poderá ser acompanhado. (Serviços e Informações do Brasil)
Observatório Nacional — informações e transmissão do eclipse
A transmissão é uma alternativa especialmente interessante para escolas, estudantes e interessados em astronomia, já que permite acompanhar um evento que fisicamente não poderá ser observado do Brasil.
A NASA também preparou cobertura especial do eclipse e disponibiliza mapas que mostram o deslocamento da sombra da Lua e as regiões onde haverá eclipse total ou parcial. (NASA)
NASA — eclipse solar total de 12 de agosto de 2026
Por que um eclipse solar total é tão especial?
A raridade está menos na ocorrência de eclipses solares em algum lugar do planeta e mais na possibilidade de observar a totalidade a partir de uma localização específica.
A faixa onde o Sol fica completamente encoberto é relativamente estreita. Uma cidade situada fora dela pode observar apenas um eclipse parcial — ou, como ocorre com o Brasil nesta quarta-feira, não observar o fenômeno.
Durante a totalidade, o céu escurece significativamente e a coroa solar se torna visível. O evento também oferece oportunidades científicas para estudar o Sol e sua atmosfera. A NASA preparou diferentes iniciativas científicas para aproveitar o eclipse de agosto. (NASA Science)
É importante ainda diferenciar eclipse total, parcial e anular. No total, a Lua cobre completamente o disco solar para quem está na faixa adequada. No parcial, apenas uma porção fica encoberta. No anular, o tamanho aparente da Lua é menor e permanece um anel brilhante do Sol ao seu redor.
Quando haverá outro eclipse solar?
O calendário astronômico já reserva outro grande fenômeno para 6 de fevereiro de 2027, quando ocorrerá um eclipse solar anular. A faixa de anularidade passará por Chile, Argentina e Oceano Atlântico, enquanto o eclipse parcial alcançará outras regiões, inclusive partes da América do Sul. (NASA Science)
Depois, 2 de agosto de 2027 terá outro eclipse solar total, com uma faixa de totalidade que atravessará regiões da Europa, África e Oriente Médio. (NASA Eclipse)
Nesta quarta-feira, entretanto, as atenções estarão voltadas ao eclipse de 12 de agosto de 2026. Para brasileiros, a experiência será exclusivamente digital: não haverá eclipse para observar diretamente no céu do país, mas será possível acompanhar as imagens das regiões atingidas pela sombra da Lua por meio das transmissões oficiais. (Serviços e Informações do Brasil)